O Pentágono elaborou novos planos de ataque contra o Irã que incluem a possibilidade de empregar a GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), a maior bomba não nuclear do arsenal dos Estados Unidos. Conhecido como a “mãe de todas as bombas“, o artefato é considerado para atingir alvos da infraestrutura energética e instalações do programa nuclear iraniano, caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações de combate antes ou depois das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro. As informações foram divulgadas pela CNN.
A eventual utilização da bomba de 9,8 toneladas representaria uma escalada militar no conflito iniciado em fevereiro, mas especialistas e autoridades americanas questionam sua eficácia prática contra alvos estratégicos do regime de Teerã.
Limitações técnicas e impacto psicológico
Projetada para detonar antes do impacto e gerar uma onda de choque de grande raio, a MOAB é capaz de devastar uma área equivalente a nove quarteirões urbanos. O armamento, contudo, não possui capacidade de penetração em solo profundo. Essa limitação compromete sua eficácia contra alvos fortificados, como a Montanha da Picareta, local sob camadas de granito onde EUA e Israel suspeitam que o Irã armazene componentes de seu programa nuclear.
Sem poder destruir instalações enterradas a grandes profundidades, o uso da bomba é visto por estrategistas como uma ferramenta de intimidação contra o governo iraniano, que mantém resistência às exigências de Washington.
O raio de destruição da arma também levanta preocupações no Pentágono sobre eventuais baixas civis, caso seja lançada próxima a zonas habitadas.
Desenvolvida durante a Guerra do Iraque para ações de impacto psicológico, a MOAB foi empregada em combate uma única vez, em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, contra redes de túneis do Estado Islâmico no Afeganistão.
Pressão política e cenário eleitoral
A discussão sobre novas ofensivas ocorre em meio à queda de popularidade do governo, impulsionada pela rejeição pública à guerra e pela alta no preço dos combustíveis. Trump enfrenta pressão do Partido Republicano para apresentar um desfecho ao conflito antes do pleito legislativo.
Em declarações recentes após comícios no Arizona e em Montana, o presidente norte-americano adotou tom otimista sobre a resolução da crise. “Estamos na era de ouro dos Estados Unidos, e a guerra contra o Irã terminará muito em breve“, declarou Trump a jornalistas, na noite desta quarta-feira (14). “Vai acabar muito em breve. Assim que eu quiser que termine, terminará.” O republicano reforçou ainda que o Irã jamais obterá armas nucleares e previu uma queda no preço do petróleo.
Apesar do discurso público, assessores da Casa Branca e oficiais do Pentágono buscam alternativas para garantir uma vitória simbólica sem o envio de tropas terrestre, medida que exigiria alto custo humano e financeiro. Entre as metas prioritárias está um eventual acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Questionada sobre as opções militares, a Casa Branca afirmou que não comenta operações sensíveis, mas reiterou que “o presidente Trump mantém todas as opções sobre a mesa para garantir que o Irã nunca possa ter uma arma nuclear“. O Departamento de Defesa declarou que se prepara para uma ampla variedade de cenários operacionais.
Rui Ribeiro
15 de outubro de 2026 12:56 pmA Mãe de todas as bombas de nada serviu contra os irmãos chechenos Dzhokhar Tsarnaev e Tamerlan Tsarnaev.
Golias versus Davi. O que diria Bob Marley:
“Why boasteth thyself
Oh, evil men
Playing smart
And not being clever? Oh no
I said, you’re working iniquity
To achieve vanity, yeah (if a-so a-so)
But the goodness of Jah, Jah
I-dureth forever
If you are the big tree
We are the small axe
Sharpened to cut you down (well sharp)
Ready to cut you down”
Cidadão
15 de outubro de 2026 2:43 pmA mãe de todas as bombas é a mãe do Trump
Poisé
15 de outubro de 2026 2:57 pmA mãe de todas as bombas é a mãe da mãe do Trump.